Campanha salarial de jornalistas é sempre uma boa oportunidade para revelar coisas que os jornalões não gostam de informar. Segundo o boletim "Lidão", do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, o faturamento dos veículos de comunicação com a venda de espaço publicitário cresceu 20,6% entre janeiro e outubro de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, contra uma inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,19%.
O faturamento campeão no período ficou com a mídia via Internet, perto de 29%. Em seguida vem a TV por assinatura, que faturou 26% a mais do que no ano passado. Mas a TV aberta continua com a maior fatia do mercado (63,2%), com crescimento igual ao da TV por assinatura (26%) em relação ao mesmo período de 2009.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
E o ratinho salva o leão...
Recebi do escritor Antonio Luiz d'Araujo esta colaboração, muito bem-vinda ao Gajó Ulup:
Por incrível que pareça, os países emergentes podem vir a ser os salvadores do mundo desenvolvido.
Nações que antes eram apontadas como problemáticas por agências dedicadas à classificação de riscos do mundo desenvolvido, agora podem ajudar a recuperação da economia globalizada.Segundo declarou Juan Iranzo, diretor do Instituto de Estudos Econômicos, da Espanha, ao jornal "El Pais", "apesar de ainda persistirem desigualdades entre países ricos e pobres, estas estão diminuindo graças ao crescimento sólido das economias emergentes integrantes do grupo BRIC (Brasil, Rússia, India e China )".
Hoje, o consumo não é somente de americanos , europeus e japoneses, uma vez que as classes médias dos BRICs, que não sofreram o impacto da crise econômica, aumentaram suas rendas disponíveis. O economista acredita que "os novos consumidores serão a tábua de salvação das economias desenvolvidas. Somente na Ásia são incorporados ao mercado cerca de 90 milhões de novos consumidores por ano, o equivalente a uma Alemanha inteira."
As economias do BRIC somam 40% da população mundial e 25% do PIB global. Além disso, o potencial de crescimento dos novos mercados é enorme. Crescem entre 15% a 30% anualmente. O único perigo para os emergentes seria a inflação.
Por esta razão, o governo brasileiro anunciou que fará cortes no orçamento correspondentes a 32 bilhões de euros, cerca de 1,5% do PIB.
Quem diria, há alguns anos, que economias "problemáticas" poderiam ser a salvação da economia mundial?
(Ilustração extraída da página atividadeinfantil.com)
(Ilustração extraída da página atividadeinfantil.com)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
entrevista de Lula a blogueiros
Novidade na comunicação brasileira. Lula falou a blogueiros. Veja no link abaixo.
Até a volta.
Até a volta.
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Mitos e desafios sobre os impostos que pagamos.
Sobre tudo o que foi ( e o que não foi) divulgado durante a campanha eleitoral a respeito de uma supostamente "excessiva" carga tributária brasileira, vale a pena ler o artigo da especialista em tributação Fátima Gondim, publicada no Le Monde Diplomatique (R$ 9,90) de outubro, edição brasileira. Fátima, que por sinal é auditora fiscal da Receita Federal, derruba alguns mitos difundidos na campanha e revela o que não foi dito. Bastam alguns trechos da extensa análise da tributarista para dar uma idéia: "O financiamento do Programa Bolsa Família exige arrecadar o equivalente a um dia e meio de trabalho do contribuinte. Já para financiar a ciranda financeira (leia-se nos bancos e instituições afins), União, estados e municípios destinam, em conjunto, 5,6% do PIB (valores de 2008), ou seja, 20 dias e meio de trabalho do cidadão brasileiro, um sexto de toda a carga tributária arrecadada em 2008". Adiante: "Comparado ao que se destina à saúde e educação, a "derrama" dos cofres públicos - para patrocinar escandalosos ganhos aos rentistas - fica ainda mais aberrante. Para o SUS (Sistema Único de Saúde), em 2006, foram destinados 3,6% do PIB, ou 13 dias de trabalho do contribuinte. Para a educação, 4,3% do PIB, ou 15,7 dias". E conclui: ..."o sistema tributário nacional deve ser instrumento imprescindível de combate à pobreza e redução das desigualdades sociais".
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dois pitacos pós-eleição.
- manchete de um jornalão no dia 1 de novembro de 2010: "Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014". Pois é, vivendo e aprendendo - não foi a maioria dos eleitores (55 milhões) que escolheram Dilma, foi o Lula. Coisa de gente que desqualifica sistematicamente as escolhas e juízos da população, quando não atendem aos seus interesses. Se o Serra fosse eleito, quem seria seu padrinho? FHC? Aécio (só rindo)? De resto, "a articulação da volta" não passa de uma leviandade e precipitação que mereceria no máximo uma nota de pé de página par em qualquer jornal sério. Já que o blog é meu, faço a minha manchete ( que é quase a submanchete do jornal): "Com 55 milhões de votos e apoio de Lula, Dilma é a primeira mulher eleita presidente do Brasil". Mais decente e respeitosa, acho.
- A posição pró-Serra disfarçada pela maioria dos jornalões e a baixaria generalizada na divulgação da campanha eleitoral deu margem ao seu também inaceitável oposto: a emergência de propostas de criação de "conselhos" estaduais de comunicação ligados aos respectivos governos para fiscalizar a imprensa. Outra vez, a sociedade que votou em Dilma, em Serra e em Marina é posta de lado na questão. Fico com a minha proposta, várias vezes apresentada neste blog, à Associação Brasileira de Imprensa e ao Sindicato dos Jornalistas: a representação para discutir e avaliar atos da imprensa deveria ser ampla, aberta à sociedade e sem poder de fiscalização, apenas de mediação e interlocução entre a parte prejudicada e o veículo de comunicação, inclusive na internet. Teria que agir a partir de queixas de qualquer cidadão, como organismo de acordos de reparação.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
No fundo do poço da salvação dos mineiros chilenos
De fato, a salvação dos mineiros chilenos é uma demonstração emocionante do que são capazes os seres humanos quando se juntam para fazer algo que preste. Combinando alta tecnologia (até da Nasa), solidariedade, perseverança e apoio de mídia, os trabalhadores soterrados estão sendo salvos da morte, um a um. Pena que todas essas qualidades virtuosas não tenham sido mobilizadas antes pelos proprietários da mina de cobre San José, controlada pela Compañía Minera San Esteban Primera Sociedad Anónima. Entre 2004 e 2010, a companhia recebeu 42 multas por quebra dos regulamentos de segurança. Em 2007, a mina foi fechada em razão de um processo movido pela família de um mineiro morto em serviço. Mas foi reaberta em 2008, apesar de ter continuado a infringir as normas, segundo o senador chileno Baldo Prokurica, integrante de uma comissão parlamentar sobre o assunto. E, segundo a AFP, em 6 de setembro, depois da última tragédia, um tribunal chileno decretou intervenção na empresa que (surpresa!) pediu falência. "A companhia que represento está num estado tal que não pode enfrentar seus compromissos mais imediatos, tendo já cessado o pagamento de uma obrigação mercantil", diz o documento de falência, assinado pelo representante Alejandro Bohn.
Certamente é preciso estar, como diz o samba, em estado de grande necessidade para aguentar o trabalho insano a 700 metros de profundidade a serviço de uma empresa que não demonstra o menor respeito às suas obrigações sociais e trabalhistas. E recorre ao Estado para ganhar cobertura e livrar a cara dos seus proprietários.
Pior, todas essas informações, que mal aparecem na imprensa "livre", podem ser encontradas de graça na Internet.
Certamente é preciso estar, como diz o samba, em estado de grande necessidade para aguentar o trabalho insano a 700 metros de profundidade a serviço de uma empresa que não demonstra o menor respeito às suas obrigações sociais e trabalhistas. E recorre ao Estado para ganhar cobertura e livrar a cara dos seus proprietários.
Pior, todas essas informações, que mal aparecem na imprensa "livre", podem ser encontradas de graça na Internet.
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