sábado, 23 de abril de 2011

Armas, armas e mais armas

Saio da minha mudez diante do massacre na escola Tasso da Silveira para dar uns pitacos no assunto. Fiquei mudo porque outra coisa não me cabia na ocasião, diante deste ato de ruptura, de rompimento com o conhecido e o sabido. Fiquei de olho naqueles que conseguiram, certamente não sem esforço e reflexão, dizer alguma coisa que preste. Daí, uns pitacos:
O senador Cristóvão Buarque escreveu artigo publicado na imprensa sobre o papel das escolas públicas no enfrentamento da questão da violência. Bacana, mas ele não mencionou a atuação dos meios de comunicação, especialmente a televisão. Agora que o pessoal está com algum dinheiro no bolso, certamente vão aumentar os acessos à TV, aberta ou "fechada". Em ambas pode-se notar uma escalada de violência e sangue, especialmente nos seriados americanos (que acompanho há muitos anos), cada vez mais apelativos ao nosso sadismo embutido - ou masoquismo -  armas de montão, tiros pra cacete, cenas de extrema brutalidade, assassinos seriais, heróis e vilões vestidos preferencialmente de preto, coisa e tal. É claro que não cabe censura, mas cabe perguntar qual será a relação dessas emissoras e desses programas com os interesses e necessidades da sociedade (o ovo ou a galinha?). E o que diz a "sociedade"? Parece que, por enquanto, nada. 
Pitaco 2 : Faço minha a pergunta da jornalista Dorrit Harrazim:  Onde estavam muitos dos que choram o massacre da escola quando votaram contra o controle da produção e distribuição de armas no Brasil, no plebiscito de anos atrás?   

terça-feira, 29 de março de 2011

Cabeças raspadas

Fazendo coro ao amigo jornalista Rogério Marques, recomendo a leitura do artigo do historiador Daniel Aarão Reis em https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/29/os-cabecas-raspadas; é a descrição da arbitrariedade cometida contra os que questionaram a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, em frente ao consulado americano.

domingo, 27 de março de 2011

Obama de paraquedas.

Atrasado, caindo de não se sabe onde, o meu comentário sobre a visita do presidente dos EUA: de fato, Obama e família muito simpáticos e com um discurso diferenciado e positivo. Mas que ficou esquisita aquela ordem, dada em território brasileiro, de bombardear a Líbia, , ah isso ficou. E a presidente demorou muito a reagir, "lamentando" o episódio.

"Fecham-se os olhos cor de violeta"

O jornalista que escreveu este título no Globo, em homenagem a Liz Taylor, pode ter 20, 30, 40 anos, não importa. Certamente é uma alma antiga, daquelas que criavam, voavam e brincavam com as "pretinhas" sem distorcer os fatos, mas também sem se tornar escravos da chamada realidade. Na sua simplicidade, uma beleza de título para uma beleza de mulher.
Foto editada a partir da página Uhull S.A. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O faturamento da mídia em 2010

Campanha salarial de jornalistas é sempre uma boa oportunidade para revelar coisas que os jornalões não gostam de informar. Segundo o boletim "Lidão", do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, o faturamento dos veículos de comunicação com a venda de espaço publicitário cresceu 20,6% entre janeiro e outubro de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, contra uma inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,19%.  
O faturamento campeão no período ficou com a mídia via Internet, perto de 29%. Em seguida vem a TV por assinatura, que faturou 26% a mais do que no ano passado. Mas a TV aberta continua com a maior fatia do mercado (63,2%), com crescimento igual ao da TV por assinatura (26%) em relação ao mesmo período de 2009.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

E o ratinho salva o leão...

Recebi do escritor Antonio Luiz d'Araujo esta colaboração, muito bem-vinda ao Gajó Ulup: 

Por incrível que pareça, os países emergentes podem vir a ser os salvadores do mundo desenvolvido.
Nações que antes eram apontadas como problemáticas por agências dedicadas à classificação de riscos do mundo desenvolvido, agora podem ajudar a recuperação da economia globalizada.
Segundo declarou Juan Iranzo, diretor do Instituto de Estudos Econômicos, da Espanha, ao jornal "El Pais", "apesar de ainda persistirem desigualdades entre países ricos e pobres, estas estão diminuindo graças ao crescimento sólido das economias emergentes integrantes do grupo BRIC (Brasil, Rússia, India e China )".
Hoje, o consumo não é somente de americanos , europeus e japoneses, uma vez que as classes médias dos BRICs, que não sofreram o impacto da crise econômica, aumentaram suas rendas disponíveis. O economista acredita que "os novos consumidores serão a tábua de salvação das economias desenvolvidas. Somente na Ásia são incorporados ao mercado cerca de 90 milhões de novos consumidores por ano, o equivalente a uma Alemanha inteira."
As economias do BRIC somam 40% da população mundial e 25% do PIB global. Além disso, o potencial de crescimento dos novos mercados é enorme. Crescem entre 15% a 30% anualmente. O único perigo para os emergentes seria a inflação.
Por esta razão, o governo brasileiro anunciou que fará cortes no orçamento correspondentes a 32 bilhões de euros, cerca de 1,5% do PIB.
Quem diria, há alguns anos, que economias "problemáticas" poderiam ser a salvação da economia mundial?
(Ilustração extraída da página atividadeinfantil.com)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

entrevista de Lula a blogueiros

Novidade na comunicação brasileira. Lula falou a blogueiros. Veja no link abaixo.

Até a volta.